Saúde

Vai fazer um check-up? Não se esqueça de avaliar o fígado

Estilo de vida pouco saudável pode colocar o órgão em risco

O início do ano é o momento ideal para fazer um check-up, já que é, por meio desse exame, que o médico avalia, de forma geral, como anda a saúde do paciente e se existe algo de errado com o organismo. Também é a oportunidade perfeita para analisar o fígado, um dos órgãos mais importantes do corpo.

Segundo o dr. Henrique Sérgio Coelho, hepatologista do Hospital São Lucas Copacabana, tudo o que uma pessoa ingere é filtrado pelo fígado, que é responsável por expelir as toxinas e os elementos que representam um risco ao organismo. Quando existe muita oferta de bebidas, alimentos pouco saudáveis e até remédios danosos à saúde, o fígado recebe essa carga e vai ficando cada vez mais comprometido, seja pelo excesso de álcool e gordura ou pelo acúmulo de componentes medicamentosos.

“Uma dieta rica em alimentos açucarados e com muito carboidrato, como biscoitos,  hambúrgueres, pizzas, doces e pratos congelados, por exemplo, criará pequenas lesões no fígado do paciente. A médio e longo prazos, ele terá mais chances de desenvolver doenças sérias, como a cirrose, e desencadear até mesmo uma insuficiência hepática grave”, explica o médico.

Nesse caso, o check-up e, mais especificamente, uma avaliação do fígado é importante para detectar qualquer sinal de deterioração do órgão. Com os resultados em mãos, o hepatologista poderá perceber a necessidade de um exame mais específico, principalmente naqueles pacientes que não têm um estilo de vida saudável.

Segundo o dr. Henrique Sérgio, quem consome muita bebida alcoólica também deve ficar alerta, já que a cirrose pode ser causada pelo excesso de álcool, que é constantemente filtrado pelo fígado.

Sobre o autor

Dr. Henrique Sergio Coelho

Dr. Henrique Sergio Coelho

Coordenador da Unidade de Fígado e Pâncreas do Hospital São Lucas Copacabana
Henrique Sérgio Martins Coelho é médico hepatologista e doutor pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde também é professor associado. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia entre 2011 e 2013.

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