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Mercredi apresenta formas efetivas de dialogar com pacientes e familiares

O recente episódio envolvendo um ônibus sequestrado e a necessidade de mediação da Polícia Militar mostrou a importância da comunicação durante situações de risco. Saber dialogar em busca da resolução de um problema também é uma habilidade muito valorizada na medicina, e o Mercredi Intensif dessa quarta feira, 21, trouxe a fonoaudióloga Mônica Azzariti para falar sobre comunicação em saúde.

Mônica – que é instrutora de mediação de conflito do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e do Comando de Polícia Pacificadora – mostrou que abordar pacientes e familiares de forma assertiva pode fazer a diferença e evitar situações de crise. É possível perceber características emocionais de uma pessoa por meio da fala e da linguagem corporal durante uma conversa, o que ajuda o médico e a equipe hospitalar a terem noção de como ela está se sentindo no momento.

Da esquerda para a direita: Márcio Gomes, Mônica Azzariti, dr. Christian Roderjan, dr. Alexandre Rouge, dra. Luciana Roderjan e dr. Marcos Knibel.

“Desde um atendimento rotineiro até um momento delicado, como anunciar que o paciente está em estado grave, é possível usar táticas de percepção para promover um diálogo mais empático e administrar o nível de estresse do paciente ou familiar”, explica a fonoaudióloga. 

Segundo Mônica, existem quatro passos para minimizar erros e conduzir uma comunicação mais efetiva: observar a pessoa com quem conversa, reconhecer seus sentimentos, identificar suas necessidades e, por último, passar a informação. Manter um tom de voz pacífico e dar atenção ao que o paciente ou familiar tem a dizer também são gestos afetivos que aumentam sua confiança no hospital.

Para evitar ao máximo o ruído na conversa é importante escolher o momento mais propício, em que os envolvidos no diálogo estão abertos a conversar. Caso o paciente esteja com dor ou prestes a fazer um procedimento que o deixe preocupado, é mais vantajoso para a equipe médica esperar um momento em que ele esteja mais tranquilo. Para a fonoaudióloga, outro fator importante é a autoavaliação dos médicos e da equipe hospitalar antes da abordagem, já que eles também podem estar passando por um momento difícil.