Últimos Releases

Pesquisa sobre Doença de Alzheimer abre discussão sobre alcoolismo

A Doença de Alzheimer atinge 1 milhão e 600 mil brasileiros e, até o momento, não existe cura para ela. De acordo com os últimos dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, divulgados em 2015, a evolução na mortalidade por doença é de 15,5% entre as mulheres e de 14% entre os homens; sendo que na faixa etária de 60 a 79 anos, as taxas chegam a 8,4% entre as mulheres e 7,7% entre os homens.

Os atuais avanços da medicina têm permitido que os pacientes tenham uma sobrevida maior e uma qualidade de vida melhor, mesmo na fase grave da doença. Segundo a geriatra Maisa Kairalla, os tratamentos disponíveis atualmente têm o objetivo de aliviar os sintomas existentes e tentar estabilizá-los. “Quando identificamos os sintomas e iniciamos um tratamento mais precoce, é possível promover uma evolução mais lenta da doença e permitir a maior independência do idoso nas atividades rotineiras por um tempo maior de vida”.

Ao ser questionada sobre os resultados apresentados pelos finlandeses, a geriatra explica que a pesquisa ainda é muito preliminar, mas abre discussão para outros fatores como a dependência e o alcoolismo do idoso. “O alcoolismo entre os idosos é crescente, mas nunca costuma ser diagnosticado nesta faixa etária porque seus sintomas são atribuídos a outras doenças crônicas ou ao próprio envelhecimento”, explica a médica.

Kairalla conta que outros fatores como abandono, solidão e depressão podem contribuir para que o idoso faça uso do álcool. “Essa é uma preocupação que deve sempre estar presente nos questionamentos durante as consultas. Inclusive, perguntar sobre este hábito pregresso. É preciso estar atento aos sinais que o idoso passa na família e no consultório”, enfatiza.

Fonte: Investimentos e Notícias