Visão São Lucas


“A reposição de órgãos por meio dos transplantes, de forma artificial ou não, conversa diretamente com o desejo de promover a longevidade das civilizações antigas que permanece até hoje. Viver para sempre é uma vontade que o homem sempre teve e nunca parou de buscar meios para isso”
(Dr. Eduardo Rocha)

Especialistas discutem o tema “Quem Quer Viver para Sempre” na 5ª edição do Visão São Lucas

Evento abordou o futuro dos transplantes e como eles ajudam a devolver a qualidade de vida aos pacientes

Afinal, quem não quer viver para sempre? Usufruir de qualidade de vida durante longos anos é um dos grandes desejos da sociedade atual, e os avanços tecnológicos estão cada vez mais direcionados na busca desse querer. A quinta edição do evento Visão São Lucas – Palestras de Excelência Médica, realizado no último dia 6, no Hotel Emiliano, em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, promoveu um debate enriquecedor sobre as formas por meio das quais a medicina pode proporcionar uma vida mais longa e prazerosa. Coordenado pelo dr. Marcos Knibel, o evento marca o primeiro ano de sucesso do Visão São Lucas, que oferece aos médicos da cidade um encontro periódico para debater assuntos relevantes ligados a saúde, bem-estar e tecnologia e trocar experiências sobre eles.

Dr. Marcos Knibel, coordenador do evento.

Liderando a mesa-redonda, o dr. Eduardo Rocha, responsável pelo Setor de Nefrologia do Hospital São Lucas, mostrou que a união entre os avanços da medicina e a prevenção e o cuidado com a saúde é o melhor caminho para se alcançar a longevidade vivida de forma proveitosa. Diante da comunidade médica e de profissionais da área de saúde, o especialista trouxe o tema que apresentou no início do ano na University of East Anglia, na Inglaterra, durante sua apresentação no TED, renomado evento internacional de compartilhamento de conhecimento.

Desdobrando o conceito, o especialista também abordou o pensamento de prolongar a existência de uma pessoa por meio da doação de órgãos, células e tecidos, genes e até ideais, permitindo que uma vida continue justamente quando outra termina.

Dr. Eduardo Rocha, do Setor de Nefrologia do São Lucas.

Uma nova vida por intermédio do transplante

A mesa-redonda dessa edição do Visão São Lucas também contou com a participação do dr. Eduardo Fernandes, cirurgião de transplante do Hospital São Lucas; do dr. Alexandre Siciliano, referência no tratamento de doenças cardiovasculares no Brasil; e do dr. Cláudio Gil, especialista em medicina do exercício. Cada um deles mostrou como o avançar tecnológico da medicina em suas áreas contribui para uma vida mais plena e prolongada, sem descuidar da saúde e da qualidade de vida e sem aumentar a dependência e debilitar a condição física.

Medicos do Rio de Janeiro lotaram o Hotel Emiliano para o evento.

Para o dr. Eduardo Fernandes, uma das melhores recompensas em ganhar uma nova vida por meio da doação de um órgão é o renascimento do transplantado. Se antes não havia perspectivas para uma longevidade com qualidade, depois da doação, o paciente consegue se reposicionar na sociedade, retomando seu trabalho, hobbies, interações sociais e tudo mais que uma vida plena deve ter. Além disso, após a cirurgia, permanece a consciência de que é preciso ter mais atenção com a saúde, e muitos hábitos danosos, como uma dieta rica em gorduras e açúcares e o tabagismo, são deixados para trás.

Até pouco tempo atrás considerados elementos de filmes de ficção científica, dispositivos atrelados ao coração, que ajudam em seu funcionamento pleno, já são uma realidade para muitos brasileiros com problemas cardíacos. Segundo o dr. Alexandre Siciliano, esse tipo de artifício ajuda o paciente a viver por um período estimado de 10 anos, proporcionando uma vida completamente normal – o que sem eles não seria possível. “O único inconveniente é não poder aproveitar a praia ou a piscina, mas, fora isso, o paciente é apto a fazer qualquer outra atividade”, pontua o dr. Alexandre.

Assista os melhores momentos do evento no vídeo abaixo:


“Ser uma pessoa com hábitos saudáveis e com um estilo de vida que beneficie o exercício físico e a alimentação balanceada durante um grande período, e não apenas na juventude, é o melhor caminho para preparar e preservar o corpo para uma vida mais longa. É cientificamente comprovado que pessoas na terceira idade que têm condicionamento físico adequado são mais propícias a viver por mais tempo”
(Dr. Cláudio Gil)

 

Da esquerda para direita – Dr. Alexandre Siciliano, dr. Marcos Knibel, dr. Eduardo Fernandes, dr. Claudio Gil e dr. Eduardo Rocha.

Hábitos saudáveis são o caminho para uma vida mais longa e feliz

Adotar um estilo de vida que priorize a saúde mental e corporal, com a escolha de uma dieta saudável com níveis baixos de açúcar e gorduras e exercícios físicos praticados de forma regular, é uma das maneiras mais eficazes de garantir a felicidade ao longo da vida. É justamente isso que afirma o dr. Cláudio Gil, que vê nos métodos de prevenção a melhor forma de cuidar da saúde.