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Fascite plantar: entenda o que é e o que fazer para curar as dores nos pés

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Equipe São Lucas - Equipe São Lucas - Equipe São LucasAtualizado em 11/01/2024
Fascite plantar: entenda o que é e o que fazer para curar as dores nos pés

A fascite plantar prejudica o tecido da sola do pé, causando dor e sensação de desconforto nessa região, principalmente pela manhã – ao acordar – ou depois da prática de exercícios de grande impacto, como a corrida.

Essa condição atinge, principalmente, as mulheres que usam calçados de salto por muitas horas, atletas e pessoas com sobrepeso.

O que é fascite plantar e como curar?

A fascite é um processo inflamatório que afeta a fáscia plantar, uma membrana de tecido pouco elástico que vai desde o osso do calcanhar até a base dos dedos dos pés. Ainda que ocasionados por processos semelhantes, é importante ressaltar que a fascite plantar e o esporão do calcâneo são duas alterações diferentes.

No caso do esporão, há o surgimento de depósitos de cálcio abaixo ou atrás do osso do calcanhar, o que forma saliências semelhantes à espora de galo. Enquanto a dor da fascite alivia à medida que o corpo “esquenta”, o esporão provoca dores agudas que só melhoram com repouso.

Há uma série de ações capazes de curar a fascite plantar. O tratamento pode ser longo, variando de semanas a meses nos casos em que a doença já se tornou crônica. O objetivo é reduzir a dor e proporcionar maior qualidade de vida ao paciente.

Leia também: Como agir em casos de trauma ortopédico

Onde dói a fascite plantar?

O principal sintoma de fascite plantar são dores fortes, como se fossem facadas, debaixo do pé, perto do calcanhar. Costuma ser mais intensa durante a manhã, principalmente nas primeiras pisadas. O alívio vem com o caminhar, mas, ainda assim, é possível apresentar dor em qualquer ponto da membrana ao longo do dia.

Subir escadas, fazer atividades de impacto e permanecer muito tempo em pé pode prejudicar o quadro. Além da dor, inchaço, vermelhidão e dificuldade de flexionar a ponta do pé em direção à canela também podem estar presentes. É comum haver nódulos que são chamados de “pontos de gatilho”.

Quando não tratada, a fascite plantar tende a se tornar uma condição crônica e provocar alterações na pisada que podem influenciar o desenvolvimento de lesões nos joelhos, nos quadris e na coluna.

Quais são os calçados apropriados para quem tem fascite plantar?

“De modo geral, calçados confortáveis, adaptados ao pé e à forma da pisada. É importante sempre priorizar sapatos que mantenham a fáscia plantar o mais relaxada possível", recomenda o Dr. Daniel Ramallo, coordenador do Departamento de Ortopedia do Hospital São Lucas Copacabana."

Como diagnosticar a fascite plantar?

O diagnóstico de fascite plantar inicia com uma avaliação detalhada do médico, já que entender o local da dor e as características dos sintomas é muito importante. O exame físico pode apresentar pontos de gatilhos, contratura da panturrilha e dor durante a palpação da sola do pé.

“Podemos solicitar também exames complementares, como raios X e ultrassom, a fim de eliminar outros possíveis problemas (esporão e fraturas ósseas, por exemplo) e confirmar o caso de fascite”, completa.

Quem está com fascite plantar pode fazer academia ou caminhada?

“O tratamento é individualizado e escolhido de acordo com os sintomas e a intensidade da dor. De modo geral, devemos restringir temporariamente a prática de esportes de impacto e encorajar a perda de peso. Dependendo da fase do tratamento, exercícios e modalidades esportivas podem ser liberados de forma gradual. O paciente também precisa dar atenção especial ao tipo de calçado a ser utilizado durante as atividades diárias", aconselha o Dr. Daniel.

Qual o tratamento para a fascite plantar?

O tratamento da fascite plantar tem como objetivo reduzir a inflamação e aliviar a dor. Dependendo da fase e do estágio da doença, recomendam-se repouso, gelo e fisioterapia, além do uso de palmilhas ortopédicas que realizem uma melhor distribuição do peso corpóreo sobre os pés. O tratamento farmacológico também inclui a prescrição de analgésicos e anti-inflamatórios não esteroides, como ibuprofeno e dipirona.

“Caso nenhuma dessas abordagens produza resultados, existem opções como a terapia por onda de choque e infiltrações locais. Nos casos de difícil solução e refratariedade de todas as modalidades de tratamento conservador, pode ser necessário recorrer à cirurgia de liberação da fáscia plantar", conclui.

O Serviço de Ortopedia do Hospital São Lucas Copacabana conta com profissionais altamente renomados no Brasil, especializados no diagnóstico e tratamento da fascite plantar e que também oferecem cuidado individualizado a cada pessoa. Tudo isso com os melhores recursos para proporcionar um atendimento de alto padrão focado na qualidade e humanização durante toda a jornada do paciente

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