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Equipe São Lucas - Equipe São Lucas Atualizado em 28/08/2026

Infectologia

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Febre do Nilo Ocidental: transmissão, quais os sintomas e como prevenir

Veja como ocorre a transmissão da febre do Nilo Ocidental e quais são os principais vetores. Conheça quais são os sintomas e as medidas para evitar picadas

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O mosquito Culex é um dos principais vetores do vírus do Nilo Ocidental; pessoas infectadas não costumam transmitir o vírus diretamente a outra

A Febre do Nilo Ocidental (FNO) é uma infecção causada pelo vírus do Nilo Ocidental, um arbovírus da família Flaviviridae. A doença pode não provocar sintomas ou causar um quadro febril semelhante à gripe.

Em uma pequena parcela dos casos, compromete o sistema nervoso central. A principal forma de transmissão ocorre pela picada de mosquitos infectados, sobretudo mosquitos do gênero Culex.

O ciclo natural envolve principalmente aves silvestres e mosquitos. A transmissão direta entre pessoas não é a forma habitual de disseminação.

É importante contar com uma equipe médica preparada para realizar a avaliação clínica, solicitar os exames necessários e acompanhar a evolução do quadro.

O Hospital São Lucas Copacabana conta com infectologistas preparados para oferecer atendimento adequado, desde a investigação diagnóstica até o acompanhamento hospitalar quando necessário.

A unidade está localizada na Travessa Frederico Pamplona, 32, Copacabana - Rio de Janeiro.

Febre do Nilo Ocidental: transmissão

A forma predominante de transmissão começa quando um mosquito suscetível pica uma ave que apresenta o vírus circulando no sangue. Em seguida, o microrganismo se multiplica no mosquito.

O mosquito já infectado pica uma pessoa, um equino ou outro mamífero e pode transmitir o patógeno ao se alimentar de sangue. Um ciclo chamado de enzoótico ou natural, porque se mantém principalmente entre aves e mosquitos.

As aves possuem um papel central na manutenção e amplificação viral. Enquanto diferentes espécies de mosquitos podem participar da transmissão com destaque para o gênero Culex.

Para ficar mais claro, veja a seguir os participantes do ciclo e o papel na transissão:

  • aves silvestres: hospedeiros naturais e amplificadores do vírus, podendo infectar mosquitos quando são picadas
  • mosquitos (principalmente o Culex): vetores que adquirem o vírus ao picar aves infectadas e o transmitem ao picar novos hospedeiros
  • seres humanos: considerados hospedeiros acidentais e terminais, eles não fazem parte do ciclo natural de transmissão e são infectados por acaso. E como não produzem uma carga viral suficiente, não transmitem o agente infeccioso
  • equinos: também são hospedeiros acidentais e terminais, embora possam adoecer

A febre do Nilo Ocidental passa de pessoa para pessoa?

A febre do Nilo Ocidental não costuma se espalhar por contato casual, abraço, beijo, tosse ou convivência com uma pessoa infectada. O mecanismo predominante continua sendo a picada de um mosquito infectado, e não a transmissão direta entre indivíduos.

A distinção é importante porque uma pessoa infectada geralmente não apresenta carga viral suficientemente alta ou prolongada para infectar um mosquito. Por isso, o ser humano é classificado como hospedeiro terminal no ciclo epidemiológico, ele encerra o ciclo de transmissão.

Quais são as formas mais raras de transmissão?

O Ministério da Saúde aponta que a contaminação pode ocorrer por meio da transfusão de sangue, transplante de órgãos e transmissão da mãe para o bebê durante a gestação, parto ou através do aleitamento materno.

Qual o mosquito transmite a febre do Nilo Ocidental?

O principal grupo associados à transmissão é o mosquito do gênero Culex, conhecido popularmente como pernilongo.

O vírus causador da febre do Nilo Ocidental é transmitido principalmente quando eles estão infectados. As aves atuam apenas como hospedeiros naturais. Não é possível presumir que todo mosquito Culex carregue o microrganismo.

A difusão depende de o inseto ter adquirido o agente ao picar um hospedeiro infectado e de completar as condições necessárias para que o patógeno permaneça transmissível. O gênero pode se criar em determinados locais com água acumulada, incluindo fossas e lagoas poluídas.

Quais são os sintomas?

Muitas pessoas infectadas não apresentam sintomas. Entre aquelas que adoecem, o quadro mais comum é uma síndrome febril aguda, que se apresentam pelas seguintes manifestações clínicas:

  • febre
  • dor de cabeça
  • cansaço
  • dores musculares ou articulares
  • náuseas
  • vômitos
  • diarreia
  • manchas ou erupção na pele

A infecção pode variar de manifestações leves até comprometimento neurológico grave. A forma neuroinvasiva pode ocorrer por meio da meningite, encefalite ou síndrome da paralisia flácida.

Alguns sinais de alerta são: febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, confusão mental, desorientação e sonolência acentuada. Além de convulsões, tremores, fraqueza muscular, dormência, alterações visuais ou paralisia.

O desenvolvimento da forma grave tende a ser maior em pessoas idosas e em indivíduos com algumas condições crônicas, como diabetes e hipertensão.

A presença dos sintomas não confirma a febre do Nilo Ocidental, porque diversas doenças infecciosas podem produzir quadros semelhantes. O diagnóstico depende de avaliação clínica e de exames laboratoriais.

O médico pode solicitar exames de sangue, análise do líquido cefalorraquidiano ou outros testes, conforme a apresentação clínica.

Como prevenir a transmissão da febre do Nilo Ocidental?

Como a principal via é a picada de mosquito infectado, a prevenção deve reduzir o contato com os vetores. Sendo recomendado o uso de repelentes, fazer a instalação de telas em portas e janelas e reduzir a exposição ao ambiente nos períodos de maior atividade dos mosquitos.

Também é importante usar roupas que cubram braços e pernas quando houver permanência em áreas com mosquitos. Além de manter portas e janelas protegidas e eliminar recipientes que possam acumular água.

Pneus, vasos, garrafas, calhas, caixas e outros objetos expostos à chuva devem ser inspecionados regularmente. A prevenção é mais eficaz quando combina hábitos individuais com ações de controle ambiental e saneamento.

Pessoas que trabalham ao ar livre como agricultores, veterinários e biólogos podem estar mais expostos aos vetores. Sendo essencial adotar barreiras físicas, repelentes e medidas de proteção ocupacional.

Existe vacina contra a Febre Nilo Ocidental?

Segundo o Ministério da Saúde não há vacina recomendada ou licenciada para a prevenção da Febre do Nilo Ocidental no Brasil.

A falta de imunizante torna as estratégias de prevenção ainda mais necessárias, para continuar evitando as picadas e sabendo reconhecer os sinais de gravidade. Também não há tratamento antiviral específico, sendo o manejo focado apenas na sintomatologia do paciente.

Em casos com comprometimento neurológico, pode ser preciso que haja um acompanhamento hospitalar intensivo.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia

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