ESL
Equipe São Lucas - Equipe São Lucas Atualizado em 29/09/2026

Urologia

6 minutos de leitura

Ultrassonografia pélvica detecta o que? Veja quando o exame é indicado

Saiba o que a ultrassonografia pélvica detecta, quais órgãos são avaliados e a diferença entre o exame via abdominal e transvaginal e qual é o preparo
Resumo
  • O exame avalia o útero, os ovários, as trompas de Falópio, a bexiga e vasos sanguíneos da região
  • Detecta condições como miomas, adenomiose, cistos ovarianos, alterações vasculares e sinais de endometriose
  • Identifica com detalhes lesões complexas, mapeando seu formato e localização exata
  • Pode ser realizado por via abdominal (com bexiga cheia) ou transvaginal
  • É utilizada para investigar dores, sangramentos, infertilidade e alterações menstruais 

Resuma este artigo com IA:

Acompanhe nossos conteúdos com prioridade no Google

GoogleFavoritar no Google
ultrassonografia pélvica detecta o que

A ultrassonografia pélvica avalia órgãos reprodutivos e estruturas vizinhas; o exame não utiliza radiação e permite visualizar estruturas em tempo real  

A ultrassonografia pélvica é um exame não invasivo que utiliza ondas sonoras de alta frequência para gerar imagens dinâmicas. O procedimento não emite radiação e avalia as estruturas anatômicas em tempo real. 

Essa visualização imediata ajuda o médico a definir a melhor conduta clínica para investigar dores, sangramentos e outras queixas ginecológicas. A precisão desse diagnóstico depende tanto da tecnologia do equipamento quanto da capacitação do especialista que realiza o exame. 

Aparelhos modernos combinados com treinamento médico adequado tornam possível encontrar alterações frequentes, como miomas uterinos, adenomiose e tumores nos ovários, logo nos estágios iniciais.

O Hospital São Lucas Copacabana conta com estrutura para a realização de exames de imagem e equipe especializada. Oferecendo suporte para pacientes que precisam investigar alterações ginecológicas, acompanhar condições já diagnosticadas ou realizar avaliações de rotina.

A unidade da Rede Américas está localizada na Travessa Frederico Pamplona, 32, Copacabana - Rio de Janeiro.

Quais órgãos são avaliados na ultrassonografia pélvica?

O foco principal da ultrassonografia pélvica feminina é a avaliação do sistema reprodutor e de estruturas vizinhas. O médico ultrassonografista percorre a região para medir os órgãos, analisar seus contornos e verificar massas suspeitas. 

O método permite identificar lesões e nódulos complexos, apontando com exatidão a localização anatômica, as medidas e o aspecto de cada tecido. Durante o procedimento, as seguintes estruturas são detalhadamente observadas:

  • Útero e endométrio: avalia-se o volume uterino, a integridade da parede muscular e a espessura da camada interna (endométrio), que varia conforme o ciclo menstrual
  • Ovários: o exame afere as dimensões ovarianas e analisa a presença de folículos, cistos comuns ou endometriomas
  • Trompas de Falópio: normalmente não aparecem nas imagens, mas tornam-se visíveis diante de dilatações, inflamações ou presença de líquidos anormais
  • Bexiga e tecidos vizinhos: analisa-se a espessura da parede vesical, a integridade da mucosa e a presença de possíveis lesões inflamatórias ou expansivas
  • Vasos sanguíneos pélvicos: o método observa a circulação nas veias do útero e dos ovários para checar dilatações ou refluxos de sangue

Essa análise detalhada orienta os próximos passos do médico assistente. Ao identificar anormalidades em órgãos reprodutivos ou em regiões próximas, o especialista define se há necessidade de exames complementares ou intervenções direcionadas. O exames também é capaz de avaliar o reto, e nos homens, a próstata.

Quais doenças e alterações o ultrassom pélvico consegue detectar?

A capacidade de diagnóstico da ultrassonografia pélvica abrange desde formações benignas simples até o mapeamento de processos inflamatórios e alterações vasculares. O exame analisa minuciosamente a morfologia dos órgãos para diferenciar tecidos saudáveis de alterações patológicas.

Condição ou alteraçãoO que o exame revela?
Miomas uterinosTumores benignos formados por fibras musculares. O ultrassom indica a quantidade, as dimensões e a localização exata no útero (submucosos, intramurais ou subserosos)
AdenomiosePresença de tecido endometrial infiltrado no miométrio (parede muscular do útero), provocando aumento do volume do órgão e irregularidades em sua textura
Cistos e tumores ovarianosBolsas com conteúdo líquido ou formações sólidas nos ovários. O exame diferencia cistos funcionais simples de endometriomas e tumores com características complexas
Síndrome dos ovários policísticos (SOP)Presença de múltiplos folículos pequenos distribuídos na periferia dos ovários, comumente acompanhada pelo aumento no volume ovariano global
Pólipos endometriaisProjeções focais de tecido na cavidade uterina interna. A via transvaginal oferece excelente visualização dessa alteração
Endometriose pélvicaFocos de endométrio fora da cavidade uterina. O exame identifica endometriomas nos ovários e lesões profundas nas trompas, bexiga e regiões vizinhas
Varizes pélvicas (congestão pélvica)Dilatações anormais e refluxo nas veias do útero e ovários, um achado frequente na investigação de dor pélvica crônica
Gravidez inicial e ectópicaConfirmação do saco gestacional dentro do útero ou diagnóstico precoce de implantações fora do local adequado, como nas trompas de Falópio

Além das doenças listadas, o exame é o método de escolha para checar o posicionamento do Dispositivo Intrauterino (DIU). O acompanhamento confirma se o método contraceptivo continua bem posicionado no fundo uterino.

Agendar Consulta

Qual a diferença entre o ultrassom pélvico abdominal e o transvaginal?

Existem duas vias principais para a realização da ultrassonografia pélvica. A escolha do método depende da idade da paciente, do histórico de vida sexual e da indicação clínica específica.

A via abdominal (suprapúbica) ocorre com o transdutor sobre a pele do abdômen inferior. Esse método requer que a paciente esteja com a bexiga confortavelmente cheia durante a avaliação. A urina serve como uma janela acústica que afasta o intestino e melhora a passagem do som até os órgãos pélvicos. 

Essa abordagem é indicada para pacientes sem vida sexual iniciada ou que tenham contraindicação para o procedimento interno.

A via transvaginal utiliza uma sonda anatômica inserida no canal vaginal. A proximidade direta com os órgãos pélvicos permite captar detalhes milimétricos com maior nitidez. Esse método dispensa o enchimento da bexiga e é o principal recurso para examinar o endométrio, descartar pólipos, detectar lesões de endometriose e monitorar o início de uma gestação.

Leia também: Tratamento de Endometriose 

Como se preparar para o exame de forma correta?

O preparo correto interfere diretamente na nitidez das imagens captadas pelo transdutor. As orientações dependem da via de acesso solicitada pelo médico.

Para a ultrassonografia pélvica abdominal, a recomendação habitual consiste em ingerir de quatro a seis copos de água cerca de uma hora antes do procedimento. A paciente precisa reter a urina até o término da aquisição de imagens. Não é necessário jejum alimentar na maioria dos casos.

Para a ultrassonografia transvaginal, o processo é diferente. O procedimento pode ser realizado em qualquer fase do ciclo menstrual, inclusive durante o fluxo menstrual, se houver recomendação do ginecologista.

Quando o médico costuma solicitar esse exame?

O ultrassom pélvico atua tanto na prevenção e rotina ginecológica quanto no esclarecimento de quadros agudos ou crônicos. O médico recorre a essa ferramenta quando a paciente apresenta desconfortos na parte inferior da barriga ou alterações no ciclo.

As indicações mais habituais do exame incluem:

  • investigação de dor pélvica contínua ou episódios de desconforto agudo
  • cólicas menstruais intensas ou suspeita de varizes e congestão venosa na pelve
  • sangramento uterino anormal fora do ciclo menstrual ou após a menopausa
  • pesquisa diagnóstica para causas de infertilidade feminina
  • monitoramento da resposta ovariana em ciclos de reprodução assistida

Para ter laudos confiáveis, é importante escolher serviços com equipamentos modernos e equipe médica capacitada na área ginecológica, como no Hospital São Lucas Copacabana. Uma análise bem conduzida orienta condutas assertivas e traz tranquilidade ao seu cuidado com a saúde.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
  • ALKAN, M.; KILIÇKAP, G. Agreement between magnetic resonance imaging and ultrasonography in deep pelvic endometriosis. Revista da Associação Médica Brasileira, 2024. DOI: https://doi.org/10.1590/1806-9282.20241235. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40172392/. Acesso em: 29 set. 2026.
  • CHANDRAMOHAN, A. et al. Multimodality imaging review of complex pelvic lesions in female pelvis. The British Journal of Radiology, nov. 2020. DOI: https://doi.org/10.1259/bjr.20200489. Disponível em: https://academic.oup.com/bjr/article-abstract/93/1116/20200489/7449067?redirectedFrom=fulltext. Acesso em: 29 set. 2026.
  • HUANG, H. et al. The traditional experience strategy (TES) and combined ultrasonography examination (CUE) for the treatment of lateral compression type 1 pelvic fractures: a historical control study. BMC Musculoskeletal Disorders, jan. 2021. DOI: https://doi.org/10.1186/s12891-021-03993-4. Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1186/s12891-021-03993-4. Acesso em: 29 set. 2026.
  • STEENBEEK, M. P. et al. Noninvasive diagnostic tools for pelvic congestion syndrome: a systematic review. Acta Obstetricia et Gynecologica Scandinavica, fev. 2018. DOI: https://doi.org/10.1111/aogs.13311. Disponível em: https://obgyn.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/aogs.13311. Acesso em: 29 set. 2026.
  • SZKODZIAK, F. et al. Noninvasive diagnostic imaging of pelvic venous disorders. Ultraschall in der Medizin, 2024. DOI: https://doi.org/10.1055/a-2263-7193. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38325406/. Acesso em: 29 set. 2026.
  • Nowitzki, K. et al. Ultrassonografia de dispositivos intrauterinos. Ultrassonografia. julho de 2015; 34(3):183-94. doi: 10.14366/usg.15010. Epub 2015 1º de abril. PMID: 25985959; PMCID: PMC4484292. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4484292/#sec2. Acesso em: 29 set. 2026.
  • CLEVELAND CLINIC. Pelvic Ultrasound. Cleveland Clinic Health Library, 2024. Disponível em: https://my.clevelandclinic.org/health/diagnostics/4997-pelvic-ultrasound. Acesso em: 29 set. 2026.
  • SANAR MED. Qual a diferença entre ultrassonografia pélvica e transvaginal? Portal Sanar Med, 2021. Disponível em: https://sanarmed.com/qual-a-diferenca-entre-ultrassonografia-pelvica-e-transvaginal-colunistas/. Acesso em: 29 set. 2026.
Escrito por
ESL
Equipe São LucasEquipe São Lucas
Escrito por
ESL
Equipe São LucasEquipe São Lucas