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Angina: o que é, sintomas e tratamento

Angina é uma condição cardiovascular caracterizada por uma forte dor na região toráxica.
AW
Dr. Andre Weksler - Cardiologista - MédicoAtualizado em 17/01/2024
Angina: o que é, sintomas e tratamento

Uma sensação de aperto no peito, que pode ocorrer após um esforço físico ou até mesmo durante um período de descanso. A angina é uma condição cardíaca que requer atenção, pois pode indicar problemas mais graves no coração, como a doença arterial coronária, causada pelo acúmulo de gordura nas artérias.

Saiba mais sobre a doença e quais são os sintomas e tratamentos disponíveis atualmente.

Angina: o que é?

Angina é uma condição clínica caracterizada por dor na parte anterior do tórax. Uma dor em aperto, que pode também ser queimação, emplacada, importada, muito relacionada a atividade física e caracterizada pela redução do fluxo sanguíneo ou por aumento da demanda pelo coração.

Sintomas de angina

É importante entender que a angina já é um sintoma, geralmente, desencadeado por esforço físico. Além disso, picos de pressão e estresse também podem gerar episódios da síndrome. Veja algumas características:

  • Dor torácica que ocorre na parte anterior do tórax.
  • Opressão no peito, sendo que os pacientes frequentemente fazem um gesto com a mão fechada para expressar a sensação de dor, que é como uma opressão no peito.
  • Essa sensação de opressão pode se irradiar para os braços, mais comumente para o braço esquerdo, e também para a mandíbula.
  • Especificamente no caso da angina estável (por esforço físico), o paciente pode sentir dor torácica enquanto caminha, mas quando para de caminhar, a dor também para.

Formas de prevenir a angina

Para prevenir a angina é fundamental monitorar a pressão arterial em pacientes hipertensos, assim como adotar um estilo de vida saudável com hábitos como:

  • Não fumar;
  • Manter o peso adequado;
  • Fazer atividade física regularmente;
  • Gerenciar os níveis de colesterol.

Em determinadas situações, pode ser necessário tratar o paciente com a medicação adequada. Contudo, é crucial lembrar que cada caso possui características únicas, e não se deve pular etapas no processo de tratamento e investigação.

Tipos de angina

A angina pode ser classificada em diferentes tipos, conforme a situação em que ela se apresenta. São eles: instável, estável, variante, de decúbito e noturna.

Angina instável

A angina instável é mais comum em momentos de repouso, caracterizando-se como uma condição clínica de maior gravidade. Além disso, a angina instável pode surgir até mesmo com um leve esforço e pode ocorrer múltiplas vezes ao longo do dia, em resposta a pequenas atividades.

Angina estável

Esse termo é utilizado para descrever um tipo específico de dor no peito que ocorre devido ao esforço físico. Nos casos de angina estável, o paciente vivencia dor durante a realização de atividades físicas como caminhar ou exercitar-se. Ao interromper o esforço físico, a dor tende a diminuir ou desaparecer.

Angina variante

Trata-se de um tipo de dor torácica de origem cardíaca que é resultante de espasmos nas artérias coronárias. E que pode ser desencadeada por fatores como exposição ao frio.
Nesse cenário, os pacientes experimentam uma dor torácica que é clinicamente semelhante à angina estável ou instável.

Angina de decúbito

A expressão "angina de decúbito" é pouco comum no âmbito da prática médica. Essa forma de angina assemelha-se mais à angina instável, pois o paciente experimenta dor quando está deitado/a.

Angina noturna

A angina noturna se manifesta durante o sono e frequentemente desperta o paciente com desconforto no peito.

Este sintoma representa um sinal de alarme, já que a angina ocorreu em momentos de repouso. Especialmente nesses casos, é crucial que o paciente busque orientação médica imediatamente.

Quando procurar por um médico?

Sempre que um paciente apresentar dor no peito, é essencial procurar atendimento médico, preferencialmente de um médico cardiologista.

Diagnóstico

A angina é uma condição clínica de diagnóstico por meio da história que o paciente conta ao médico. Baseado nisso, o especialista vai saber se a sintomatologia de dor no peito é de origem cardíaca ou não.

Além disso, é importante um exame físico que inclui a medição dos sinais vitais (pressão arterial e frequência cardíaca), além da realização de:

  • Eletrocardiograma em repouso: é um exame de fácil execução, fundamental no início do screening da doença arterial coronariana. É feito a beira leito, sem riscos para o paciente. Diante de anormalidades no exame, são solicitados outros exames com sensibilidade e especificidade mais apurada para doença coronariana.
  • Teste ergométrico: serve para avaliar se irá surgir dor no peito durante a atividade física, pois o teste de esforço faz com que a pressão e a frequência cardíaca aumentem, aumentando também a sensibilidade para detecção de doença coronariana em relação ao eletrocardiograma em repouso.
  • Ecocardiograma: exame de imagem para analisar as estruturas do coração.
  • Perfil lipídico: medem os níveis de lipídios, como colesterol total, LDL (colesterol ruim) e HDL (colesterol bom).
  • Análise da hemoglobina glicada: para descartar diabetes mellitus, uma condição frequentemente associada a essa síndrome. Com base nos resultados preliminares, a estratégia de exames será ajustada conforme necessário.

Tratamentos para angina

O tratamento da angina envolve uma abordagem que engloba mudanças nos hábitos de vida, como:

  • Ajustes na dieta;
  • Abandono do tabagismo;
  • Gestão do peso;
  • Atividade física monitorada.

Contudo, estas medidas podem ser insuficientes quando a doença atinge um estágio avançado, conforme indicado pelos resultados de exames. Quando a doença subjacente não pode ser controlada por meio de medicamentos ou alterações de estilo de vida, procedimentos adicionais são considerados, como:

Angioplastia: é a realização de um procedimento, ou pela perna ou pelo braço, que visa a colocação de um stent (uma malha de metal introduzida na artéria obstruída). **Cirurgia cardíaca: **conhecida como ponte de safena, é um procedimento cardíaco de grande porte que visa revascularizar, ou seja, fazer as correções das lesões que o paciente apresenta quando há vários vasos para abordar.

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