Comportamento

Estímulos mentais ajudam o cérebro a se manter ativo

Fazer exercícios e desafios de forma constante previne a degeneração celular

Com o passar dos anos é comum que a atividade cerebral diminua gradativamente, interferindo na memória e até mesmo em ações simples, como lembrar endereços ou nomes de pessoas. Apesar de ser associada ao envelhecimento, essa perda de memória começa cedo e é agravada com o tempo, mas a adoção de estímulos e desafios mentais pode ajudar a retardá-la.

Segundo o dr. Marcos Knibel, coordenador do Centro de Ensino e Treinamento do Hospital São Lucas Copacabana, o cérebro deve ser estimulado constantemente para manter-se saudável pelo máximo de tempo possível. Ou seja, quanto mais ele trabalhar, mais lentamente ele sofrerá a perda de neurônios.

“Desafiar a capacidade de raciocínio e a memória com frequência é uma maneira de retardar a degeneração precoce das células cerebrais. Além de manter o cérebro ativo, esse exercício também pode prevenir o Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas”, afirma o especialista.

O objetivo é manter o cérebro produtivo e trabalhando constantemente. Os jogos que exigem atividade cerebral intensa, como xadrez e palavras cruzadas, são uma ótima forma de começar. Manter a leitura em dia – de jornais, revistas ou livros – também traz benefícios nessa área.

“Aprender um idioma, fazer exercícios de matemática e sair pelo bairro para conhecer novos caminhos e rotas são ações simples que também contribuem para a atividade cerebral. Outra opção muito recomendada é o estudo constante, de qualquer assunto”, diz o dr. Knibel.

Além de construir um futuro melhor, adotar esses hábitos também melhora o presente, servindo como estímulo para a criatividade e para o bom rendimento no ambiente de trabalho. A saúde do corpo e da mente deve ser cultivada, e quanto mais cedo o cérebro receber os devidos cuidados, melhor será a qualidade de vida nos anos que virão.

Sobre o autor

Dr. Marcos Knibel

Dr. Marcos Knibel

Marcos Knibel é mestre em Terapia Intensiva pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenador do Centro de Ensino e Treinamento do Hospital São Lucas Copacabana.

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