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Febre alta: o que pode ser e quando procurar um médico

Entenda quais são as principais causas, possíveis riscos e quando procurar por um médico.
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Dr. Rafael Lavalle - Clínico Geral - MédicoAtualizado em 11/01/2024
Febre alta: o que pode ser e quando procurar um médico

A temperatura corporal de uma pessoa tem variações ao longo do dia, que são influenciadas principalmente por atividades físicas. Ainda assim, o calor interno fica entre 36º e 36,7ºC. Mais do que isso já é considerado pirexia, a famosa febre.

O aumento de temperatura não se trata de uma doença, mas sim de um sintoma. Às vezes, não se trata de algo grave e a hipertermia até desaparece sozinha, sem grandes prejuízos ao paciente. Entretanto, a febre alta indica um sinal vermelho e a necessidade de procurar um médico.

Quando a febre é considerada alta?

Normalmente, a temperatura corpórea é mais baixa no começo do dia e mais alta durante a noite, sendo 37,7ºC o máximo aceitável. As taxas utilizadas para categorizar a febre são:

  • Febril: entre 37,3ºC e 37,8ºC;
  • Febre: a partir de 37,8ºC;
  • Febre alta: acima de 39ºC.

O que pode causar febre alta?

As principais causas da febre alta são as infecções. Isso ocorre porque o hipotálamo (região do encéfalo) monitora se a produção e a perda de calor estão equilibradas. Se o sistema imunológico está sofrendo algum ataque, o sistema nervoso aumenta a temperatura corporal para combater os invasores, que podem surgir de:

  • Infecções virais ou bacterianas, como gripes, Covid, meningite e pneumonia;
  • Queimaduras;
  • Artrite reumatoide;
  • Desidratação;
  • Hemorragias;
  • Traumatismos;
  • Câncer;
  • Hipertireoidismo;
  • Hepatite;
  • Infarto;
  • Embolia pulmonar.

Quais são os riscos de febre alta?

A febre alta pode levar a complicações como taquicardia, pressão baixa, palidez, confusão mental e convulsões. Como trata-se de um sintoma, o ideal é buscar atendimento médico para investigar a origem do problema e tratá-la. Segundo o Dr. Rafael Lavalle, médico chefe da emergência do Hospital São Lucas Copacabana, a febre alta pode intensificar o processo de desidratação, com risco para queda da pressão e diminuição de fluxo sanguíneo pelo corpo, que favorece o surgimento de alterações do estado mental (sonolência ou desorientação), diminuição do volume urinário, palidez de mucosas e extremidades.

O que fazer em caso de febre alta?

Caso haja suspeita de febre, o primeiro passo é medir a temperatura com um termômetro – que deve ser posicionado na axila – e aguardar entre dois e dez minutos, caso o aparelho seja de mercúrio. Anote o horário, o valor e repita o processo em diferentes períodos d o dia. Se a hipertermia persistir mesmo com o uso de antitérmicos, ou estiver associada à falta de ar e aos sintomas mencionados acima, procure um pronto-socorro e leve as anotações.

Febre alta em bebês

Para identificar a febre alta em bebês, vale observar a presença de mudanças comportamentais e medir a temperatura. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, os valores indicativos para esta faixa etária variam de acordo com o local de aferência:

  • Temperatura retal acima de 38,0ºC - 38,3ºC
  • Temperatura oral acima de 37,5ºC - 37,8ºC
  • Temperatura axilar acima de 37,2ºC - 37,3ºC
  • Temperatura auricular acima de 37,8ºC – 38,0ºC.

“Para baixar a febre, os pais podem recorrer a antitérmicos, desde que indicados pelo pediatra. É importante não medicar o pequeno sem orientação para evitar alergias e agravamento do caso", afirma o Dr. Rafael.

Febre alta em crianças

A febre alta em crianças costuma estar relacionada a gripes, gastroenterocolite aguda (mais conhecida como “virose"), amidalite, laringite, otite, dengue e sarampo. Observe os sintomas associados, as variações de temperatura e relate ao pediatra.

Febre alta em adultos

O especialista explica que a febre alta em adultos é decorrente de infecções virais, como gripe comum, influenza e Covid-19; ou bactérias causadoras de pneumonia, traqueobronquite, sinusite e infecção urinária.

Quando ir ao pronto socorro?

Por fim, a orientação do Dr. Rafael Lavalle é a seguinte: “dirija-se ao pronto socorro em caso de febre persistente associada à sonolência, desorientação, pressão baixa, palidez e dor intensa".

Emergência do Hospital São Lucas Copacabana: atendimento com conforto e segurança no coração do Rio de Janeiro

A emergência do Hospital São Lucas Copacabana oferece infraestrutura moderna e fluxo de atendimento pensado para receber os pacientes de forma ágil e segura por 24 horas em seus mais de mil metros quadrados, hotelaria de alto padrão e projeto diferenciado de arquitetura.

Contamos com fluxo seguro na triagem, equipes médicas e multidisciplinares com equipamentos de proteção individual (EPI) em tempo integral, duas salas de triagem para classificação de risco, nove consultórios médicos e 12 boxes de repouso com estrutura individualizada para pacientes com quadros infectocontagiosos. Salas cirúrgicas emergenciais com equipamentos de alta tecnologia e integração ao serviço de diagnóstico por imagem e UTI também estão à disposição dos pacientes.

Contamos com atendimento emergencial especializado em:

  • Cirurgia geral;
  • Cardiologia;
  • Clínica médica;
  • Ortopedia;
  • Otorrinolaringologia.

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Dr. Rafael Lavalle

Clínico Geral | Médico

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