Bem-Estar

Sinais que podem indicar problemas no fígado

Cor amarelada na pele e nos olhos, dor abdominal e barriga inchada são alguns dos mais comuns

O fígado é um dos principais órgãos do corpo, sendo responsável, entre outras funções, por metabolizar as proteínas e os carboidratos e filtrar as toxinas. Caso o órgão não esteja funcionando corretamente, o organismo corre perigo. Segundo o dr. Henrique Sérgio Coelho, hepatologista do Hospital São Lucas Copacabana, mesmo que as doenças hepáticas não tenham sintomas em sua maioria, é importante ficar atento aos sinais de que o fígado pode estar com problemas.

Em um primeiro momento, os sinais costumam ser dor e inchaço abdominal. A pele e os olhos também podem ganhar um tom amarelado, característico das doenças hepáticas, sendo também o sintoma mais famoso, junto com a urina em tonalidade escura e as fezes esbranquiçadas, acompanhadas ou não por odor forte.

“É comum que os pacientes com suspeita de doença hepática também sofram com tonturas e enjoos, além de dor de cabeça frequente e uma sensação de cansaço que não tem motivo. Como esses sintomas, em particular, são comuns a outras doenças, como as viroses, grande parte dos pacientes acaba não procurando um diagnóstico preciso”, explica o dr. Henrique Sérgio.

Na maioria dos casos o paciente fica assintomático, o que dificulta o diagnóstico precoce e, consequentemente, o tratamento. Pessoas com sobrepeso, sedentárias, que consomem bebidas alcoólicas em grande quantidade e/ou que tomem muitos remédios têm mais chances de desenvolver doenças hepáticas, então, para rastrear qualquer indício de problemas no fígado, esses pacientes devem fazer exames periódicos para avaliar a saúde do órgão, incluindo exame de sangue e de imagem, para detectar a presença de gordura ao redor do órgão.

Uma vez diagnosticada a alteração no órgão, o paciente deve procurar um hepatologista, que poderá avaliar o fígado com mais precisão e, se for o caso, indicar o tratamento necessários. Segundo o médico, as doenças que afetam o fígado com mais frequência são as hepatites A, B, C e D; a cirrose (alcoólica ou não) e a esteatose hepática, conhecida como fígado gorduroso.

Sobre o autor

Dr. Henrique Sergio Coelho

Dr. Henrique Sergio Coelho

Coordenador da Unidade de Fígado e Pâncreas do Hospital São Lucas Copacabana
Henrique Sérgio Martins Coelho é médico hepatologista e doutor pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde também é professor associado. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia entre 2011 e 2013.

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