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Nefrologia

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Diálise e hemodiálise: diferenças, o que são e indicações

Você sabia que, no Brasil, milhares de pessoas precisam recorrer à diálise e hemodiálise para manter a saúde e a qualidade de vida?
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Dr. Pedro Tulio Rocha - Nefrologista - MédicoAtualizado em 12/01/2024
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De acordo com o último censo da Sociedade Brasileira de Nefrologia, mais de 150 mil pessoas necessitam desse procedimento por conta de alterações que comprometem os rins, como a doença renal crônica. Mas, afinal, o que é hemodiálise e diálise? Existe diferença entre as duas terapias? Quais os benefícios destes tratamentos? No blog de hoje, o Dr. Pedro Tulio, nefrologista do Hospital São Lucas Copacabana, responde à essas perguntas.

Qual a diferença entre diálise e hemodiálise?

A diálise é um tratamento que realiza a função dos rins quando o órgão está danificado a ponto de não conseguir, por conta própria, filtrar impurezas e eliminá-las através da urina. Existem dois tipos de diálise, entenda abaixo:

  • Diálise peritoneal: um cateter flexível é inserido no abdômen do paciente, a fim de fazer a infusão de um líquido parecido com soro fisiológico, na cavidade abdominal. Essa solução, conhecida como banho de diálise, chega ao peritônio (membrana porosa e semipermeável que reveste os principais órgãos abdominais) e ali permanece durante algumas horas para que ocorra a troca a solução e o sangue, que é drenado junto com as toxinas que estavam acumuladas. Esse processo é realizado por um aparelho chamado cicladora, que fica na casa do paciente e permite que o procedimento seja feito enquanto ele dorme;

  • Hemodiálise: o sangue é bombeado por uma máquina que o transfere para o dialisador (equipamento que remove as substâncias nocivas) e depois de filtrá-lo, devolve ao corpo. Todo esse processo dura cerca de quatro horas e deve ser repetido três vezes por semana, em hospital ou clínica especializada.

“A hemodiafiltração, tipo de diálise que chegou recentemente no Brasil e está disponível no Centro Médico São Lucas, oferece maior capacidade de remoção de toxinas do que a hemodiálise convencional, assim proporcionando a redução de sintomas de mal estar e cansaço após a terapia", complementa o médico.

Quando a diálise e a hemodiálise são recomendadas?

Segundo o especialista, as terapias são recomendadas “quando o funcionamento do rim está abaixo de 15% da sua capacidade, e surgem sintomas como inchaço excessivo, enjoo, vômito, cansaço e sonolência".

O que é insuficiência renal?

Quando os nossos rins não conseguem mais funcionar adequadamente, ocorre a chamada insuficiência renal. Essa condição pode ser aguda, quando a falha renal surge repentinamente, ou crônica, quando os rins vão perdendo, gradualmente, a capacidade de filtrar as impurezas do sangue. Em ambos os casos, a diálise e a hemodiálise são tratamentos utilizados para ajudar o corpo a remover as toxinas que os rins não conseguem mais processar.

“A insuficiência renal pode ser causada por uma série de fatores, incluindo doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, além de infecções e inflamações renais", reitera o Dr. Pedro Tulio.

Quais os critérios para definir a técnica mais adequada?

O nefrologista ainda explica que para definir o método a ser utilizado é necessário considerar alguns fatores:

  • Histórico de cirurgia abdominal de grande porte (hemodiálise é a melhor escolha).
  • Doença grave de veias e artérias (nesses casos, a diálise peritoneal é a melhor opção).
  • Nos casos de cardiopatias graves (a diálise peritoneal também é a melhor opção).

Além disso, é essencial que o paciente e seus familiares participem direta e ativamente da decisão.

Como é a dieta para pacientes que realizam diálise e hemodiálise?

Em geral, a recomendação é que o paciente restrinja o consumo de sal, potássio e fósforo. A ingesta de água também deve ser controlada e o volume total é avaliado caso a caso, de acordo com as particularidades de cada pessoa.

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Escrito por
PR

Dr. Pedro Tulio Rocha

Nefrologista | Médico
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