Nefrologia

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Tratamentos para doença renal crônica: saiba as opções

Entenda as opções de tratamentos para doença renal crônica e a importância do acompanhamento médico.
ESL
Equipe São Lucas - Equipe São Lucas - Equipe São LucasAtualizado em 08/04/2026
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A doença renal crônica (DRC) é uma condição em que os rins perdem, de forma gradual e progressiva, a capacidade de filtrar o sangue e eliminar substâncias tóxicas do organismo.

A doença renal crônica, na maioria dos casos, não tem cura, mas pode ser controlada.

O objetivo do tratamento é retardar o progresso da doença, controlar os sintomas, prevenir complicações e manter a qualidade de vida do paciente.

Segundo o Ministério da Saúde, na maior parte do tempo, a evolução da doença é assintomática, o que consequentemente torna o diagnóstico tardio.

Sintomas da doença renal crônica

Apesar de ser uma doença silenciosa no início, alguns sinais podem aparecer com a progressão e devem ser observados com atenção.

  • inchaço nas pernas e pés
  • cansaço excessivo
  • alterações na urina
  • pressão alta
  • falta de apetite

Ao perceber esses sintomas, a avaliação médica é fundamental.

Como funciona o diagnóstico

O profissional responsável por tratar doenças renais é o nefrologista. Para um diagnóstico assertivo são indicados: exames de sangue, urina, ultrassom e em alguns casos, biópsia.

A análise da urina pode detectar anormalidades, já o ultrassom é realizado para verificar o tamanho dos rins de uma maneira mais clara.

Como muitas pessoas não apresentam sintomas no início, manter exames de rotina em dia e procurar avaliação médica regularmente é essencial para um diagnóstico seguro e no momento certo.

Principais com fatores de risco

O Ministério da Saúde informa que os principais fatores de risco para doenças renais crônicas são:

  • Pessoas com diabetes (quer seja do tipo 1 ou do tipo 2);
  • Pessoa hipertensa, definida como valores de pressão arterial acima de 140/90 mmHg em duas medidas com um intervalo de 1 a 2 semanas;
  • Idosos;
  • Portadores de obesidade (IMC > 30 Kg/m²);
  • Histórico de doença do aparelho circulatório (doença coronariana, acidente vascular cerebral, doença vascular periférica, insuficiência cardíaca);
  • Histórico de Doença Renal Crônica na família;
  • Tabagismo;
  • Uso de agentes nefrotóxicos, principalmente medicações que necessitam de ajustes em pacientes com alteração da função renal.

Como é feito o tratamento?

Os tratamentos para doença renal crônica têm como objetivo retardar o declínio da função renal e adiar a necessidade de diálise.

Para definir o melhor tratamento dos pacientes com doenças renais crônicas é necessário que, após o diagnóstico, todos os pacientes sejam classificados em estágios de 1 a 5. Essa classificação deve ser seguida e aplicada pelo profissional na tomada de decisão.

  • Nos estágios de 1 a 3: o tratamento deve ser classificado em conservador
  • Estágios 4 e 5: o recomendado é a pré-diálise
  • Estágio 5: necessário realizar a Terapia Renal Substitutiva (TRS)

Tratamento conservador

Esse tratamento consiste em controlar os fatores de risco para a progressão da doença, evitando complicações cardiovasculares e mortalidade.

O tratamento conservador atua com diversas medidas clínicas como remédios e modificações na dieta e estilo de vida. É iniciado no momento do diagnóstico e mantido a longo prazo.

Pré-diálise

É realizada para adiar ao máximo o início da diálise, controlar sintomas, retardar a progressão da doença e preparar o paciente para o início da TRS em casos mais avançados. O tratamento inclui o uso de medicações para controlar a pressão arterial, diabetes, anemia e outros fatores que costumam apresentar alterações.

Terapia Renal Substitutiva (TRS)

A TRS é uma das modalidades de substituição da função renal por meio de hemodiálise, diálise peritoneal ou transplante renal.

  • Hemodiálise: é um tratamento que bombeia o sangue através de uma máquina e um dialisador, com o objetivo de remover as toxinas do organismo.
  • Diálise peritoneal: é um tratamento domiciliar, feito por meio da inserção de um catéter flexível no abdômen do paciente para filtrar o sangue.
  • Transplante renal: em alguns casos o transplante pode ser indicado e é considerado o tratamento mais próximo de uma substituição completa da função renal.

Acompanhamento contínuo

Mesmo sem cura, a doença renal crônica pode ser controlada com tratamento adequado e acompanhamento médico.

Buscar avaliação ao primeiro sinal, manter os exames em dia e seguir corretamente as orientações são atitudes essenciais para preservar a função dos rins e evitar complicações.

Quanto antes o cuidado começa, maiores são as chances de viver com mais segurança, estabilidade e bem-estar.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia

Ministério da Saúde. Diretrizes clínicas para o cuidado ao paciente com doença renal crônica (DRC). Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes\_clinicas\_cuidado\_paciente\_renal.pdf. Acesso em: 6 abr. 2026.

MSD MANUAL. Rabdomiólise. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/casa/dist%C3%BArbios-renais-e-urin%C3%A1rios/insufici%C3%AAncia-renal/rabdomi%C3%B3lise. Acesso em: 6 abr. 2026.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE NEFROLOGIA (SBN). Tratamento conservador. Disponível em: https://sbn.org.br/publico/tratamentos/tratamento-conservador/. Acesso em: 2 abr. 2026.

Ministério da Saúde. Doença renal crônica (DRC). Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/drc. Acesso em: 6 abr. 2026.

MSD MANUAL. Chronic Kidney Disease (Doença renal crônica). Disponível em: https://www.msdmanuals.com/home/kidney-and-urinary-tract-disorders/kidney-failure/chronic-kidney-disease. Acesso em: 6 abr. 2026.

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